Banco de Alimentos Comida Boa ganha reconhecimento internacional
O Banco de Alimentos Comida Boa, operado pela Ceasa Paraná, brilhou no cenário internacional ao vencer um prêmio de ouro na prestigiada competição conhecida como Stevie Awards. Entre 3.600 inscrições de 62 países, o programa destacou-se na categoria 'Empresa do Ano - Alimentos e Bebidas - Médio Porte'. A cerimônia de premiação ocorreu em Istambul, Turquia, no dia 11 de outubro de 2024, marcando um momento memorável para a iniciativa brasileira.
Esse reconhecimento veio como resultado dos esforços incansáveis do programa em combater o desperdício de alimentos e promover a segurança alimentar. Com um impacto significativo na redução da insegurança alimentar em Paraná, o programa distribui mensalmente mais de 440 toneladas de alimentos para diversas instituições sociais. Milhões de pessoas se beneficiam dessas ações, que representam um esforço conjunto para garantir que alimentos que seriam descartados cheguem a quem realmente precisa.
Impacto e distribuição de alimentos
Uma das grandes forças do Banco de Alimentos Comida Boa é sua capacidade de distribuir comida a centenas de entidades assistenciais, que incluem lares de longa permanência para idosos, hospitais públicos, centros de reabilitação, projetos de contraturno escolar, abrigos, associações de bairro e famílias em situação de vulnerabilidade social. Essa amplitude de cobertura assegura que os alimentos cheguem a quem mais necessita, maximizando o uso de recursos e minimizando o desperdício.
Dentre as inovações destacadas, os juízes do prêmio elogiaram a habilidade do programa em administrar um aumento significativo no volume de alimentos coletados e distribuídos, mostrando uma adaptabilidade e eficácia exemplares. O conceito de reutilização, onde quase metade do volume de alimentos é aproveitado novamente, ilustra uma ótima prática de sustentabilidade social e ambiental.
Parcerias e colaborações notáveis
A parceria com o Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen) é um dos pilares do programa. Por meio dessa colaboração, indivíduos privados de liberdade participam do processamento de alimentos e de atividades de educação alimentar. Esse processo não só contribui para a resocialização, mas também perpetua o ciclo de educação e conscientização da comunidade quanto à importância da segurança alimentar.
Outra aliança de destaque é com o Instituto de Águas e Terras (IAT) e a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), no fornecimento de alimentos não apropriados para consumo humano a abrigos de animais. Um exemplo concreto dessa parceria é a entrega mensal, em média, de 29 toneladas de alimentos ao Criadouro Conservacionista Onça Pintada, em Campina Grande do Sul, que comemorou um ano dessa parceria recentemente.
Reconhecimento e apresentação internacional
A presidente dos Stevie Awards, Maggie Miller, ressaltou o alto nível de competição deste ano, destacando, assim, a conquista do programa da Ceasa. O reconhecimento da iniciativa vai além dos prêmios. Recentemente, foi apresentada na Organização das Nações Unidas (ONU) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior como um exemplo de iniciativa governamental eficaz, o que ensaia seu potencial como modelo internacional.
Com sua capacidade de causar impacto positivo tanto a nível local quanto global, o Banco de Alimentos Comida Boa reflete o poder de estratégias de combate ao desperdício de alimentos associadas a parcerias e colaborações eficazes. Este prêmio é uma prova dos esforços bem-sucedidos e da dedicação do programa em contribuir significativamente para a segurança alimentar e a assistência social.
Mateus Furtado
outubro 12, 2024 AT 19:55Essa iniciativa é um exemplo de como a logística bem feita pode mudar vidas! A Ceasa Paraná tá mostrando que não precisa de milhões em propaganda pra ser heroica - só de organização, gente boa e vontade de fazer o certo. 440 toneladas por mês? Isso é mais do que muitos países desenvolvidos conseguem! Parabéns pra quem tá na linha de frente, sem aplausos, só com luvas e caixas de feira.
Se cada cidade tivesse um banco desses, a fome no Brasil seria um capítulo do passado, não uma crise permanente.
E olha, o envolvimento dos presos? Isso aqui é transformação real. Não é caridade, é justiça social com mão de obra qualificada. O sistema penal tá falhando em tudo, mas nesse ponto, ele tá acertando.
Quem disse que reabilitação é só terapia? É também aprender a separar o que é comestível do que é lixo. É aprender que o alimento não é um privilégio - é um direito. E que o desperdício é um crime.
Essa parceria com o IAT e a Seab? Genial. Alimento que não serve pra gente serve pra onça? Isso é economia circular com alma. A natureza agradece, e os animais também. Quem diria que uma banana podre viraria alimento pra uma onça pintada? O mundo tá ficando mais inteligente, e isso é bonito de ver.
Se o governo federal pegasse esse modelo e espalhasse por todo o país, a gente nem precisava de programa social - a gente precisava só de logística e ética. E isso, meus amigos, é o que falta no Brasil: ética e logística.
Parabéns, Ceasa Paraná. Vocês são o que o Brasil deveria ser - eficiente, humano e sem teatro.
Robson Batista Silva
outubro 14, 2024 AT 16:18Claro que ganhou prêmio na Turquia, porque o mundo gosta de ver o Brasil fazendo algo certo - mas só quando é pra mostrar que não somos todos bandidos e corruptos. Enquanto isso, aqui no Paraná, o governo corta verba da educação e da saúde, mas acha que é normal mandar 440 toneladas de comida pra quem tá com fome. Isso é só uma bandaid num tumor. Eles não resolvem a raiz: pobreza, desigualdade, falta de terra, salário mínimo que não cobre a cesta básica. Prêmio? Que bonitinho. Mas o que muda pra quem tá na fila do pão? Nada. Só ganha mais exposição pra quem tá no topo.
Se isso fosse feito por uma ONG, eu diria ‘parabéns’. Mas sendo feito por uma estatal que ainda não conseguiu acabar com a fome no próprio estado? Isso é um show de mídia, não uma solução. Eles estão usando a fome pra ganhar medalhas. É triste.
Aline Borges
outubro 16, 2024 AT 10:10440 toneladas? Sério? Tá faltando comida em casa, mas tem 440 toneladas de alimento sendo distribuído? Onde tá o resto? Será que não tem 10x isso sendo jogado no lixo por supermercados e restaurantes? Por que só agora isso virou ‘modelo internacional’? Porque o mundo tá com fome e o Brasil tá com câmera? Se isso fosse real, a gente não teria 33 milhões de pessoas passando fome no país. Isso aqui é marketing com cara de caridade. Eles não estão resolvendo nada - estão apenas fazendo um belo vídeo pra postar no Instagram do governador.
E o pior: usar preso pra processar alimento? Isso não é ressocialização, é trabalho escravo disfarçado de programa social. Quem garante que eles são remunerados? Quem garante que não são forçados? Ninguém. E aí, o prêmio vem pra esconder isso. É tudo um espetáculo. O mundo gosta de um bom conto de fadas - mesmo que a realidade seja um pesadelo.
Annye Rodrigues
outubro 16, 2024 AT 23:18Que lindo ver isso acontecendo... realmente me emocionou.
É raro ver uma iniciativa tão bem estruturada e com tanto impacto real. A gente precisa de mais histórias assim, não só de crise e corrupção. Isso aqui é esperança em forma de feijão e arroz.
Parabéns a todos que fazem isso acontecer - e que o mundo continue olhando pra gente com orgulho.
💙
Guilherme Barbosa
outubro 18, 2024 AT 15:30Prêmio na Turquia? Claro. Eles sempre dão prêmio pra quem faz algo que não é corrupção direta. É como se o Brasil tivesse que provar que não é um desastre completo. Mas o que ninguém fala? Esse programa só existe porque o governo federal deixou de fazer o dever dele. Se o Bolsa Família fosse bem pago, se o salário mínimo fosse real, se a agricultura familiar fosse apoiada - esse banco de alimentos não seria necessário. Ele é o curativo de um corte que deveria ter sido fechado com cirurgia. E agora, em vez de operar, o governo tá tirando foto com a atadura.
É triste. Mas é o que temos. E por enquanto, agradeço. Mas não esqueçam: isso é um sintoma, não uma cura.
Ênio Holanda
outubro 20, 2024 AT 04:30Interessante a parceria com o Deppen. A ressocialização por meio da produção alimentar é um modelo subestimado. Muitos programas de reintegração falham por focar só em psicologia - mas aqui, o sujeito aprende disciplina, rotina, responsabilidade e valor do trabalho. Isso é mais eficaz do que mil sessões de terapia. O alimento é o meio, mas o propósito é a reconstrução humana. Isso é inteligência institucional.
E o fato de os alimentos excedentes irem pro criadouro de onças? Isso é um ciclo de respeito: o que não serve pra nós, serve pra outras formas de vida. Não é só sustentabilidade - é ética.
Mara Pedroso
outubro 21, 2024 AT 22:18Alguém acredita mesmo que isso é tudo o que está acontecendo? Por que o governo não divulgou os números reais de desperdício? Por que só agora o mundo descobriu? Será que não tem uma agenda política por trás? O governador tá usando isso pra se promover antes das eleições. E o prêmio da Turquia? Quem pagou pra eles darem o ouro? Será que não tem lobby de empresas de logística por trás? E os presos - será que não estão sendo explorados? Ninguém investigou isso. É tudo muito perfeito. E isso é suspeito. Tudo o que é perfeito em política é mentira.
Eu não acredito em nada disso. É um espetáculo. E vocês estão caindo na armadilha.
Joseph Etuk
outubro 22, 2024 AT 16:38440 toneladas. Legal. Mas e o preço do pão? Subiu 30% esse mês. Onde tá o alívio?
Dárcy Oliveira
outubro 23, 2024 AT 11:02Isso aqui é um exemplo de como o Brasil pode ser incrível - mesmo com tudo que temos contra. Não é perfeito, mas é real. E real é mais importante que perfeito. O que acontece aqui é o que o mundo precisa: gente se unindo, recursos sendo usados com sabedoria, e até onças pintadas sendo alimentadas por bananas que ninguém queria. Isso é poesia prática. Não precisamos de mais discursos. Precisamos de mais ações assim. Parabéns, Ceasa. Vocês são o tipo de Brasil que eu quero defender.
Cleyton Keller
outubro 25, 2024 AT 10:38É interessante como o Ocidente ainda vê o Brasil como um país de caridade, e não de estrutura. O prêmio Stevie é um reconhecimento superficial - não um mérito sistêmico. O verdadeiro valor aqui não está na distribuição de alimentos, mas na reconfiguração da cadeia logística de resíduos. O que a Ceasa fez foi transformar um fluxo de desperdício em um fluxo de valor. Isso é um modelo de economia circular aplicado à segurança alimentar. É um caso de estudo que deveria ser ensinado em Harvard. Mas o que o mundo quer é uma história emocional, não uma análise de fluxo de recursos. Eles querem o drama, não a arquitetura. E é por isso que esse programa venceu. Porque é fácil vender emoção. Difícil é vender eficiência.
jhones mendes silva costa
outubro 25, 2024 AT 22:30Parabéns a toda a equipe envolvida. Esse tipo de iniciativa demonstra que a colaboração entre setores - público, privado e social - é a chave para soluções sustentáveis. A integração com o sistema prisional é especialmente inspiradora, pois transforma o indivíduo não apenas como beneficiário, mas como agente de mudança. A parceria com o IAT e a Seab também reflete uma visão holística da sustentabilidade. Que mais estados e instituições sigam esse exemplo. Um modelo a ser replicado com rigor e ética.
Fabrício Cavalcante Mota
outubro 26, 2024 AT 05:43Claro que ganhou prêmio na Turquia. O Brasil é o único país que consegue transformar uma crise em medalha. Enquanto isso, em São Paulo, a fome tá crescendo. Enquanto isso, em Recife, criança tá comendo lixo. Mas aqui no Paraná, temos um prêmio internacional. Isso é o que o sistema quer: que a gente acredite que a solução tá num prêmio, e não na redistribuição de riqueza. Eles querem que a gente agradeça por migalhas e chame de vitória. Não é vitória. É vergonha disfarçada de sucesso. Eles querem que a gente esqueça que o problema é o sistema. E não o fato de alguém ter coletado comida.
diana cunha
outubro 26, 2024 AT 10:01Tem gente que acha que isso é heroísmo. Mas eu acho que é só o mínimo que deveria ser feito. Se você tem comida sobrando e não dá, você é parte do problema. Não é herói. É só alguém que não fez o pior. O prêmio é só o reflexo da nossa falha coletiva. O que deveria ser obrigatório virou uma novidade. E isso é triste.
Wagner Langer
outubro 26, 2024 AT 20:12Alguém já pensou que esse prêmio pode ser um disfarce? Que talvez o governo esteja usando esse programa pra esconder o fato de que o orçamento da segurança alimentar foi cortado em 40%? Que talvez os 440 toneladas sejam só o que sobrou depois de um ano de desperdício controlado? Que talvez os presos não estejam sendo remunerados, e sim usados como mão de obra barata? Que talvez o Instituto de Águas e Terras só esteja entregando alimentos porque não tem onde armazenar? E o que acontece quando a Turquia não quiser mais dar prêmios? Será que o programa continua? Ou ele desaparece como tantos outros? Tudo isso parece perfeito - e isso é o que me assusta. Nada é perfeito. E se isso for uma farsa? Quem vai investigar?
Paula Beatriz Pereira da Rosa
outubro 28, 2024 AT 14:57Ué, mas e os políticos que roubam os alimentos da distribuição? E os caminhões que sumem com as cargas? E os que vendem o que deveria ir pra favela? Isso tudo é lindo no papel. Mas na prática, metade vai pro mercado negro. A gente sabe disso. O prêmio é só pra vocês se sentirem bem. Mas a fome tá lá. E ela não liga pra medalhas.
Leandro Eduardo Moreira Junior
outubro 30, 2024 AT 14:03Conforme estabelecido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a redução de perdas e desperdícios alimentares é um dos pilares fundamentais para a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 12.3. O programa implementado pela Ceasa Paraná, ao operacionalizar uma cadeia de reaproveitamento logístico com eficiência de 48% na reutilização de alimentos, demonstra uma aderência técnica superior à média global, que se situa em torno de 18% segundo dados de 2023. A integração institucional com o sistema prisional, por sua vez, configura um modelo de reintegração socioeconômica alinhado às recomendações da ONU sobre justiça restaurativa. A parceria com o IAT e a Seab representa um caso de economia circular verticalizada, cuja replicabilidade em outros estados brasileiros deve ser imediatamente avaliada por meio de protocolos de governança multissetorial. O reconhecimento internacional é, portanto, não meramente simbólico, mas epistemologicamente validado.