Palmeiras vence Juventude por 2x0 e mantém liderança do Brasileirão com 65 pontos

Postado por Luciana Macedo
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nov
Palmeiras vence Juventude por 2x0 e mantém liderança do Brasileirão com 65 pontos

O Palmeiras voltou a mostrar por que é o time mais consistente do Brasileirão 2025. Numa tarde fria e úmida no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, o time paulista venceu o Juventude por 2x0, com gols de Bruno Rodrigues e Felipe Anderson, e confirmou sua posição na liderança do campeonato. A vitória, obtida no domingo, 2 de novembro de 2025, às 18h30, foi mais do que um triunfo: foi uma demonstração de controle, paciência e eficiência — características que fazem do Palmeiras o time mais difícil de ser batido nesta temporada.

Um jogo de precisão e paciência

O Palmeiras, comandado por Abel Ferreira, entrou em campo com ajustes táticos. Sem Lucas Evangelista (lesionado na coxa), Ton (fissura na mão) e Paulinho (em recuperação pós-cirurgia), o treinador português apostou em mobilidade e transições rápidas. O primeiro gol veio aos 24 minutos do primeiro tempo, após cruzamento de Khellven na direita. Raphael Veiga tentou finalizar, mas a bola foi bloqueada por Rodrigo Sam — e Bruno Rodrigues, como sempre, apareceu no momento certo. Chutou com força, no canto esquerdo de Jandrei. Nada de extravagância. Apenas eficiência.

Na segunda etapa, o Juventude tentou pressionar. Mas o Palmeiras não cedeu espaço. Aos 61 minutos, Felipe Anderson, que vinha sendo contido por marcações rígidas, recebeu passe de Dudu, fintou dois defensores e acertou um chute rasteiro, quase sem ângulo. O gol foi o fechamento de uma atuação sólida, sem exageros, mas com propósito. O técnico Thiago Carpini, do Juventude, não conseguiu extrair o melhor de sua equipe. O time gaúcho, que já era o pior mandante do returno, com apenas 27% de aproveitamento em casa, parece estar em colapso tático.

Recorde histórico contra o Juventude

Com essa vitória, o Palmeiras estabeleceu um novo recorde: seis vitórias consecutivas contra o Juventude — superando a antiga marca de quatro triunfos seguidos entre 2004 e 2005. Desde a última derrota, em 2007, o Alviverde não perde para o time de Caxias do Sul em oito jogos (sete vitórias e um empate). Em 25 confrontos históricos, o Palmeiras tem 15 vitórias, 7 empates e apenas 3 derrotas. O último jogo antes deste, em 11 de outubro, terminou 4 a 1 para os paulistas. Não é coincidência. É dominância.

Enquanto isso, o Juventude vive um pesadelo. Com 41 pontos em 41 jogos (14 vitórias, 6 empates, 21 derrotas), está na zona de rebaixamento com um saldo negativo de 25 gols — 66 sofridos contra apenas 41 marcados. Gabriel Taliari, seu artilheiro, tem apenas 4 gols na temporada. O time sofreu 8 gols em casa e marcou só 4. É um dos piores desempenhos de mandante da história do Brasileirão moderno.

Liderança consolidada — e o Flamengo na cola

Liderança consolidada — e o Flamengo na cola

Com a vitória, o Palmeiras chegou a 65 pontos em 30 jogos (20 vitórias, 5 empates, 5 derrotas). Um ponto à frente do Flamengo, que tem 64 pontos e jogo contra o Coritiba ainda pendente. A diferença é mínima, mas o ritmo do time de Abel Ferreira é imbatível. Em 66 jogos disputados em todas as competições, o clube paulista soma 41 vitórias, 14 empates e 11 derrotas — com 118 gols marcados e apenas 53 sofridos. Flaco López, seu artilheiro, já tem 23 gols na temporada.

Enquanto isso, o Juventude enfrenta o Sport na quarta-feira, 5 de novembro de 2025, às 19h, no Estádio Ilha do Retiro, em Recife. É um jogo de vida ou morte. A equipe precisa vencer, e não apenas por pontos — mas por credibilidade. A torcida já começou a se despedir. Os jogadores, desmotivados.

O que vem a seguir?

O que vem a seguir?

O Palmeiras, que acabou de classificar-se para a final da Copa Libertadores após golear a LDU por 4 a 0, agora enfrenta o desafio de equilibrar duas competições. A próxima rodada do Brasileirão será crucial. Se vencer, pode abrir vantagem de três pontos sobre o Flamengo. Se empatar ou perder, o time carioca terá chance real de ultrapassar. Mas o que mais impressiona é a consistência. O Palmeiras não tem picos. Não tem quedas. Tem rotina. E isso assusta.

Enquanto o Juventude tenta se segurar na elite, o Palmeiras constrói um legado. Não é só o título que está em jogo. É a percepção de que, neste Brasileirão, há um time que não apenas vence — mas domina. Sem gritos, sem exageros. Com silêncio, precisão e disciplina.

Frequently Asked Questions

Como o Palmeiras conseguiu manter a liderança mesmo com tantos jogadores lesionados?

Apesar das ausências de Lucas Evangelista, Ton e Paulinho, o Palmeiras contou com profundidade de elenco e tática de Abel Ferreira. Jogadores como Bruno Rodrigues, Felipe Anderson e Dudu assumiram responsabilidades ofensivas, enquanto a defesa, com Gustavo Gómez e Luan, manteve a organização. O time jogou com menos posse, mas maior eficiência, convertendo 87% das chances criadas na área.

Por que o Juventude é o pior mandante do Brasileirão no returno?

O Juventude tem apenas 2 vitórias em 8 jogos em casa no returno, com 4 gols marcados e 8 sofridos. A defesa é desorganizada, os laterais não dão suporte, e o meio-campo perde bolas com frequência. Além disso, a pressão da torcida e a ausência de jogadores decisivos, como o lesionado Nenê, agravaram a crise. O técnico Thiago Carpini ainda não encontrou a fórmula para transformar o estádio em fortaleza.

Qual é o histórico real entre Palmeiras e Juventude?

Em 25 confrontos, o Palmeiras venceu 15 vezes, empatou 7 e perdeu apenas 3 — todas antes de 2007. Desde então, são 8 jogos sem derrotas, incluindo seis vitórias consecutivas entre 2022 e 2025. O último jogo em Caxias do Sul, em 2024, terminou 3 a 1 para o Alviverde. O Juventude não vence o Palmeiras desde 2005, quando venceu por 2 a 1 no mesmo estádio.

O que o resultado significa para a campanha do Palmeiras na Libertadores?

A vitória sobre o Juventude foi um alívio tático antes da final da Libertadores. O time teve tempo para recuperar fisicamente e manter a concentração sem se dispersar. Abel Ferreira usou o jogo como treino de ritmo, e os titulares tiveram menos minutos. Isso aumenta as chances de o Palmeiras chegar à final da Libertadores com o elenco em boa forma — e mentalmente preparado para o confronto decisivo.

O Juventude ainda tem chance de escapar do rebaixamento?

Matematicamente, sim — mas as chances são remotas. O time precisa vencer os próximos 4 jogos e torcer por derrotas de pelo menos três times à sua frente. Com apenas 14 vitórias em 41 jogos, o desempenho é insuficiente. A defesa, que sofreu 66 gols, é a principal falha. Sem reforços e com crise de confiança, a permanência na Série A depende mais de fatores externos do que de mérito próprio.

Quem foi o jogador mais importante no jogo contra o Juventude?

Bruno Rodrigues foi o protagonista. Além de marcar o primeiro gol, pressionou a defesa do Juventude o tempo todo, ocupou espaços e criou oportunidades para Felipe Anderson e Dudu. Foi o único jogador com mais de 90% de precisão nos passes na área e liderou em finalizações (5). Seu desempenho foi o reflexo da eficiência tática do Palmeiras: não precisa de estrelas, precisa de jogadores que cumpram seu papel.

15 Comentários

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    Paulo Ferreira

    novembro 22, 2025 AT 14:08

    Alguém já parou pra pensar que o Palmeiras não é tão bom assim... e que essa 'consistência' é só uma fachada montada pela mídia pra esconder que o campeonato tá manipulado? Tudo isso de eficiência e disciplina é só um disfarce pra esconder que o time recebe tratamento especial nos árbitros e nas lesões... e se eu disser que o Bruno Rodrigues não marcou o gol? Que foi um pênalti não assinalado? E se o Juventude tivesse tido o mesmo apoio institucional? Pergunta pra você mesmo: quem controla os dados estatísticos?

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    Tereza Kottková

    novembro 23, 2025 AT 05:21

    Conforme os dados oficiais da CBF, a taxa de conversão de chances do Palmeiras (87%) está estatisticamente acima do desvio padrão histórico para times de elite, o que implica uma anomalia sistêmica. A ausência de Lucas Evangelista não foi compensada por nenhum substituto com perfil tático equivalente, o que contradiz a narrativa de profundidade de elenco. Além disso, o índice de pressão alta do Juventude foi de 12% inferior ao esperado, sugerindo possível subnotificação de esforço defensivo. É necessário revisar os protocolos de coleta de dados de posicionamento.

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    Alexsandro da Silveira

    novembro 25, 2025 AT 00:56

    Claro que o Palmeiras venceu... porque todo mundo sabe que o Brasileirão é uma farsa. O Juventude tá lá pra fazer número, o árbitro tá com o time de São Paulo no bolso, e o Abel Ferreira tá recebendo dinheiro da FIFA pra manter essa ilusão de superioridade. Eles nem jogam bem, só têm sorte e patrocínio. Mas tá tudo certo, né? Vai que o Flamengo perde e aí a gente vê o que é realidade...

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    Mirian Aparecida Nascimento Bird

    novembro 26, 2025 AT 18:21

    Que lindo ver o futebol assim: sem exageros, com foco, com respeito ao jogo. O Palmeiras está mostrando que é possível vencer com inteligência e coletivo. Cada jogador cumprindo seu papel, sem ego. Isso é inspirador. E mesmo com todas as dificuldades, o Juventude ainda luta - e isso merece respeito também. O futebol não é só sobre títulos, é sobre persistência. Parabéns a todos os envolvidos, mesmo os que não ganharam.

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    Joseph Horton

    novembro 27, 2025 AT 07:08

    Consistência é a maior forma de domínio. Não precisa de show, precisa de propósito. O Palmeiras entendeu isso antes dos outros. E o Juventude? Está vivendo o que muitos clubes vivem: a dor da irrelevância. Não é só técnica. É falta de identidade. E isso não se conserta com contratações. Só com coragem de olhar pra dentro.

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    paulo victor Oliveira

    novembro 28, 2025 AT 12:30

    Meu Deus, esse jogo foi uma aula de filosofia do futebol! O Palmeiras não tá jogando bola, tá construindo um mito. Cada passe, cada movimento, cada gol... é uma metáfora da sociedade moderna: eficiência acima da emoção, disciplina acima da paixão. E o Juventude? É o povo que tá sendo esmagado pelo sistema. Aquele gol do Felipe Anderson? É o indivíduo que, mesmo sendo oprimido, encontra um espaço no sistema pra gritar: eu existo! Mas será que o sistema vai deixar ele continuar? Será que a lógica do mercado vai permitir que o verdadeiro futebol sobreviva? Eu pergunto... e ninguém responde.

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    Uriel Castellanos

    novembro 29, 2025 AT 14:49

    Boa vitória, Galera! 👏👏 O time tá no piloto automático mas com foco total. Bruno Rodrigues tá em outro nível, mano. E o Felipe Anderson? O cara é um artista da finalização. Vamo manter o ritmo, que a Libertadores tá aí e o Flamengo tá com a pulsação acelerada. Nada de relaxar, pessoal! 💪🔥

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    Edna Kovacs

    dezembro 1, 2025 AT 07:09

    o juventude tá acabado e ninguém quer falar disso

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    Thays Castro

    dezembro 1, 2025 AT 10:56

    📊 Estatística revela: 87% de eficiência ofensiva é inédita desde 2012. ⚠️ A análise de posicionamento dos jogadores revela que 92% das finalizações ocorreram em zonas de alta pressão, o que contradiz a narrativa de 'paciência'. 📉 O Juventude apresentou 17% menos recuperação de bola que a média da Série A. 🤔 Será que o sistema de monitoramento da CBF está sendo manipulado? 🕵️‍♀️

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    Pra QUE

    dezembro 2, 2025 AT 19:19

    Essa vitória mostra que o trabalho de base e a organização valem mais que contratações caras. Parabéns ao Palmeiras por manter o foco e à torcida por não desistir, mesmo quando o time não jogava bonito. O futebol é assim: quem persiste, vence.

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    Robson Batista Silva

    dezembro 2, 2025 AT 19:45

    Todo mundo fala que o Palmeiras é o melhor mas ninguém lembra que em 2021 eles perderam pro Fortaleza em casa e o próprio Abel Ferreira disse que o time estava 'desligado'... agora é tudo perfeito? É claro que não. E o Flamengo? Tem o melhor ataque, o melhor técnico, o melhor elenco... e ainda por cima tem o apoio da Globo. Aí o Palmeiras vence por 2x0 e todo mundo vira santo. Mas e aí, o que acontece quando o Rubro-Negro vence por 4x0? Será que a mídia vai falar da 'disciplina' ou vai dizer que foi 'domínio total'? A verdade é que o futebol é um circo. E nós somos os palhaços.

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    Mateus Furtado

    dezembro 2, 2025 AT 20:00

    Essa consistência é o que diferencia o grande time do médio. O Palmeiras não precisa de milagres, precisa de rotina. Eles treinam, se recuperam, estudam os adversários e executam. O Juventude? Está em crise estrutural. Falta planejamento, falta liderança, falta visão. E não adianta apontar o dedo pro técnico. O problema é mais profundo. É cultural. É organizacional. É falta de alma. O Palmeiras tem alma. O Juventude tem apenas jogadores.

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    Ênio Holanda

    dezembro 4, 2025 AT 13:38

    Se o Juventude não resolver a defesa, vai cair. Ponto. O problema não é o técnico, é o elenco. Nenê lesionado, Taliari sem gols, e ninguém com qualidade pra substituir. Eles precisam de um meia criativo, um zagueiro de cabeça, e um goleiro que não entre em pânico. Sem isso, não adianta torcer. É só esperar o rebaixamento.

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    Wagner Langer

    dezembro 6, 2025 AT 00:16

    ...e se... e se... o Palmeiras não for o melhor? E se... tudo isso for uma construção midiática? E se os gols... não forem reais? E se os dados... forem manipulados? E se o estádio... tiver microfones escondidos? E se o juiz... for um agente da FIFA? E se... tudo isso... for um experimento social? E se... o futebol... for apenas um reflexo da nossa própria alienação? ...e se... nós... não estivermos vivos? ...

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    Avaline Fernandes

    dezembro 6, 2025 AT 22:44

    Conforme a análise comparativa de desempenho tático entre os últimos 12 confrontos diretos entre Palmeiras e Juventude, observa-se uma correlação de 0,92 entre o número de passes na terça final e a eficácia ofensiva. A ausência de Lucas Evangelista resultou em uma redução de 14% na média de passes entre as linhas, o que foi compensado por um aumento de 21% nas transições rápidas. Essa adaptação demonstra a capacidade de ajuste tático do treinador Abel Ferreira. Contudo, a pressão exercida pelo Juventude na segunda etapa foi inferior em 33% ao esperado, o que sugere uma possível intervenção externa no padrão de jogo. Recomenda-se a revisão dos protocolos de análise de desempenho físico por parte da CBF.

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