27 Club: RM do BTS expõe drama da fama e sobrevivência em 'Stop the Rain'

Postado por Luciana Macedo
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27 Club: RM do BTS expõe drama da fama e sobrevivência em 'Stop the Rain'

Quando uma música vira espelho do trauma: o impacto de 'Stop the Rain'

Foi em uma madrugada comum que milhares de fãs do BTS sentiram um aperto diferente no peito. RM, líder do grupo, lançou ao lado de Tablo a faixa Stop the Rain, que não demorou para virar assunto no mundo todo. Bem no começo da canção, uma frase pesada: “Quando eu era criança, tinha certeza de que estava destinado à 27 club. Tenho 29, afundando numa banheira.” O peso dessas palavras não passou despercebido. Afinal, falar sobre a 27 Club é tocar em uma ferida aberta na música, trazendo à tona artistas que perderam a vida cedo demais.

Mas afinal, o que é essa tal de 27 Club? Basta puxar pela memória nomes como Kurt Cobain, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Amy Winehouse e, para muitos sul-coreanos, Kim Jong-hyun do SHINee. Todos eles morreram aos 27, marcados não só pela genialidade, mas por crises profundas e batalhas contra a saúde mental e o abuso de drogas. O termo virou um símbolo sombrio de um padrão triste: jovens talentos que, mesmo no auge, não suportaram a pressão de uma vida pública intensa.

RM, traumas e o desabafo sem filtro nas letras

O susto dos fãs de RM faz sentido. Quando a estrela do K-pop admite que já acreditou ter o mesmo destino de artistas tão marcados pela tragédia, a mensagem é clara: fama cobra um preço alto, muito mais do que shows lotados e recordes quebrados. Em entrevista, Tablo explicou que a escolha da frase foi uma forma de RM expor honestamente sua vulnerabilidade. Não era só sobre medo de morrer jovenzinho, mas sobre o quanto o sucesso pode ser sufocante.

Mesmo depois de ter superado os 27 anos, RM mostra que a sensação de afogar-se ainda é real. A metáfora “afundando numa banheira” remete a angústias persistentes, mesmo depois de ter passado do “prazo” da 27 Club. O videoclipe, com uma criança escondendo o choro, só reforça que a dor não tem idade e não passa com o tempo — nem mesmo para ídolos internacionais.

O mais interessante — e importante — é como essa exposição impacta os fãs, a ARMY. Muitos expressaram preocupação, outros compartilharam mensagens de apoio e conforto para RM. Não faltaram comentários sobre saúde mental, autocuidado e até relatos pessoais de quem já sentiu o mesmo tipo de angústia. A canção serviu como um gatilho, mas também abriu espaço para conversas sinceras, indo muito além da música pop.

Tablo deixou claro que Stop the Rain não era música para consumir despretensiosamente. Ao alinhar versos sinceros com melodias soturnas, ele e RM garantem que cada ouvinte pare para refletir sobre as cicatrizes que não aparecem nos bastidores do sucesso. Não é só sobre sobrevivência no topo; é sobre resistir, dia após dia, mesmo quando o palco já parece vazio logo após o aplauso.

14 Comentários

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    Robson Batista Silva

    maio 17, 2025 AT 15:19

    Se você acha que a 27 Club é só um mito, tá vivendo num mundo de fantasia. Essa galera morreu por causa do sistema que explora jovens até o osso, e depois joga no lixo quando não dão mais lucro. RM não tá só falando de medo, tá denunciando um ciclo vicioso que a indústria musical esconde atrás de luzes e contratos. A gente celebra o talento, mas ignora o sofrimento. E isso é crime.

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    Mateus Furtado

    maio 18, 2025 AT 10:15

    Mano, isso aqui é o ápice da arte contemporânea. RM tá usando a música como terapia coletiva, e o pior? Ninguém tá preparado pra isso. A pressão da fama é um monstro que engole identidade, e ele tá só abrindo a porta pra gente ver o que tá lá dentro. É como se ele tivesse dito: 'olha, eu também sou humano'. E isso é mais corajoso do que qualquer álbum de platina.

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    Ênio Holanda

    maio 19, 2025 AT 20:59

    Interessante como a indústria do K-pop constrói ídolos como máquinas e depois se espanta quando eles quebram. RM não tá 'fraco', tá exposto. E isso é raro. A gente vive num mundo onde pedir ajuda é sinal de fraqueza, mas ele tá mostrando que é o contrário.

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    Wagner Langer

    maio 21, 2025 AT 06:58

    ...e se isso tudo for uma manipulação? E se a 27 Club for um projeto de controle mental da indústria? Afinal, quantos artistas morreram aos 27? E quantos morreram aos 28, 29, 30? Será que a mídia só foca nos 27 porque é mais dramático? Será que RM tá sendo usado pra manter o mito vivo?... porque se for, isso é pior do que qualquer overdose.

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    Annye Rodrigues

    maio 21, 2025 AT 09:30

    Eu chorei ouvindo isso... sério, chorei. Não é só música, é um abraço pra quem tá sofrendo em silêncio. Se você tá lendo isso e se sente sozinho, você não está. Tem gente que entende. 💙

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    Aline Borges

    maio 22, 2025 AT 14:02

    RM tá só fazendo o que todo artista faz: vender dor como produto. Ainda bem que os fãs caem nessa de 'oh, ele é tão vulnerável!', quando na verdade ele tá fazendo um marketing perfeito. Ainda bem que a ARMY não percebe que tá sendo manipulada pra comprar mais streaming e camisetas. É triste, mas é negócio.

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    Cleyton Keller

    maio 22, 2025 AT 16:20

    A estética da dor, quando estetizada, perde seu caráter revolucionário. RM não está revelando nada que não seja uma narrativa pré-estabelecida pela cultura ocidental do martyrdom artístico. A 27 Club é um arquétipo, não uma realidade. E ele, ao adotá-lo, se torna parte do ritual. A autenticidade é uma ilusão que a indústria vende como verdade.

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    jhones mendes silva costa

    maio 23, 2025 AT 09:20

    Se você tá se sentindo apagado, lembre-se: você não precisa ser perfeito pra ser válido. RM mostrou que é possível ser forte mesmo quando tá se afogando. E isso é inspirador. Cuidar da mente não é fraqueza - é ato de coragem. 🌱

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    Mara Pedroso

    maio 23, 2025 AT 18:53

    Espera aí... e se a 27 Club for um código genético? E se os artistas que morrem nessa idade tiverem um marcador biológico que a indústria descobriu e estimula? E se eles usam substâncias específicas pra acelerar isso? Porque isso é muito conveniente... muitos morrem, e ninguém questiona. E o pior? A ARMY acha que é 'arte'. É controle.

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    Guilherme Barbosa

    maio 24, 2025 AT 07:08

    Todo mundo fala da 27 Club como se fosse uma maldição, mas ninguém fala que a maioria desses caras era viciado em heroína e álcool desde os 15. RM não é diferente. Ele só tá sendo honesto. Mas honestidade não é coragem - é sobrevivência. E ele ainda tá vivo. Isso já é vitória.

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    Fabrício Cavalcante Mota

    maio 25, 2025 AT 02:41

    Como um coreano pode falar sobre dor ocidental? Isso é apropriação cultural disfarçada de poesia. Nós temos nossos próprios sofrimentos, nossas próprias histórias. Por que ele precisa se comparar a Cobain e Hendrix? Isso é arrogância disfarçada de vulnerabilidade.

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    Joseph Etuk

    maio 26, 2025 AT 15:16

    Ele tem 29, afundando na banheira... e ainda tá fazendo música de sucesso. A vida é estranha, hein?

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    Dárcy Oliveira

    maio 28, 2025 AT 14:12

    Se você tá lendo isso e sente que ninguém entende, lembre: RM sente o mesmo. E ele ainda levanta, canta, escreve. Não é sobre ser forte, é sobre continuar mesmo quando tudo pesa. Você também pode. Eu acredito em você.

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    Leandro Eduardo Moreira Junior

    maio 30, 2025 AT 09:03

    É imperativo ressaltar que a construção discursiva da 27 Club, enquanto fenômeno sociocultural, é um artefato da modernidade tardia, onde a mercantilização da dor psíquica se tornou um pilar da indústria cultural. A vulnerabilidade expressa por RM, embora aparentemente autêntica, opera como um mecanismo de legitimação simbólica dentro de um paradigma neoliberal que exige performance emocional como commodity. A ausência de um marco regulatório ético na indústria do entretenimento coreano, aliada à pressão epistêmica do fandom global, configura um contexto de cooptação subjetiva que transcende a esfera artística e se insere no domínio da biopolítica.

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